quinta-feira, maio 10, 2007

Ha Ha Ha Ha

Dizem que rir é o melhor remédio , só ninguém explica para que, e na falta de uma definição fica valendo para tudo, fazer o quê, o povo adora generalizações. Mas voltando ao assunto , rir realmente é bom, mas rir de si mesmo se provou (no meu caso) duplamente terapeutico, e isso não pela minha auto-critica muitas vezes irritante para alguns, é verdade, rir de si mesmo é ótimo para desarmar todo e qualquer tipo de problema que esteja atormentando nossa querida e bastante desgastada cabeçinha.
Pensando nisso, e no constante exercício de lembrar milhões de vezes das bobagens que frequentemente faço e digo me lembrei de varias situações absurdas, que claro , devem ter acontecido a mais algum mortal ( espero!).
Lembrei do dia em que conversando com meus amigos sobre o quanto odeio a natação, soltei a seguinte frase" ma verdade eu não gosto de nadar, gosto de molhar na água". Santo Deus! como ninguém reparou , isso é um pleonasmo! dos mais pleonásticos dos pleonasmos, uma vergonha, logicamente me dei conta disso muito tempo depois de ter soltado a tal frase.
E como um pensamento puxa o outro acabei lembrando dos momentos que constituem o clímax da minha falta de bom senso para falar, quando chega o momento de conversar com pessoas (aqui não sei que termo usar , e quando isso acontece nada melhor que adotar a linguagem pseudo-cientifica, própria dos pseudo-intelectuais)
"com potencial para estabelecer laços afetivos diversos dos familiares e de certo modo também distintos dos enquadrados na categoria dos que exercem o papel social de amigos". Enfim minhas situações mais tragicomicas se referem a situações em que tenho que lidar com esse grupo de pessoas.
Se fosse sensata talvez não escreveria nenhuma situação especifica, mas com não sou e além disso situações assim acontecem com todo mundo, conto daquela vez em que um certo moço me telefonou e eu soltei uma das piores frases da historia dos quase relacionamentos amorosos, o golpe de misericórdia para alguém que por mais que tente não consegue sustentar uma conversa telefónica, alguém que simplesmente encontra impossível pensar em alguma coisa inteligente ou pelo menos coerente para dizer nessas situações, enfim alguém que tem medo mortal do inesperado... disse o seguinte"(...) é porque ninguém me liga". Ai não importa o contexto , não importa nada, a cartilha dos chamados "jogos de conquista" , todas as revistas femininas e até a mais desinformada das adolescentes sabe que em hipótese alguma , nem sob tortura se deve demostrar nossa falta de popularidade ( leia-se falta de pessoas a fim de você) . Mas como o senso comum não é a forma de conhecimento mais desenvolvida que possuo, não costumo ler revistas femininas e não fui uma adolescente "moderninha", me resta tentar apagar esse mal passo da memoria, o que se torna quase impossível , que as péssimas lembranças são as que parecem se enraizar mais profundamente na mente.
Das muitas situações em que me senti idiota ou ridícula, e das muitas que virão, não posso dizer que tirei importantes lições, que aprendi com os erros ou que amadureci, continuo a mesma pessoa de sempre, meio sarcástica, realista (não pessimista),mas que no fundo consegue ter umas brechichas em seu mal humor cronico rindo de si mesma, e confesso é muito divertido, mesmo que depois do riso venham as lágrimas.

quarta-feira, abril 18, 2007

Trilha sonora


Quando a música soa é como mágica, se quebra o silêncio e o medo faz que vai embora,o deixamos ir lento , como se desse medo não sentir medo.... Ele vai andando bem devagarinho, como se a musica, que parece entrar por todos os poros da pele, lhe dissesse "pode ir agora", e só assim ele se vai, sem deixar de olhar para atrás um minuto.

Então não há mais medo , medo? mas medo de que? Não sei, e nem quero explicações, ele simplesmente é, assim, sendo. Agora é apenas a música, a música com outros sentimentos, sensações, pensamentos , pensamentos de sensações e o não medo... o redemunho...

E a música toca e o medo se vai e os sentimentos despertam e as lágrimas brotam e o frio corta e a chuva deve machucar as formigas e o amor morre mas sempre volta á vida e o redemunho me engole.... e isso sou eu, o não ser, as confusões, os sentimentos .... isso somente quando e enquanto a música toca...

sexta-feira, março 09, 2007

Cotidiano

Rapaz conhece moça por acaso: ela limpava os vidros da janela de sua casa, ele ia para o trabalho.Assim que a vê se encanta por ela, ela não repara no rapaz.
No dia seguinte o rapaz vai à casa da moça.Inventa que é funcionário de uma empresa de seguros e pede para lhe fazer umas perguntas para uma pesquisa. A moça responde: nome, idade, estado civil...
Manhã seguinte: o rapaz volta à casa da moça, diz que havia perdido o formulário com a pesquisa e pergunta se ela pode responder as perguntas novamente. Mais uma vez a moça responde:nome, idade, estado civil...mas dessa vez há uma pergunta a mais no final do questionário...e ele, mantendo o mesmo tom natural com que fizera as outras perguntas diz: " a senhorita quer casar comigo ?"
A moça, mantendo o mesmo tom de voz com que respondera as outras perguntas diz: "Sim"
A moça da janela e o rapaz passante se casaram meses depois , tiveram cinco filhos e foram felizes para sempre... na verdade até que ela morreu muitos anos depois. Hoje o rapaz tem 88 anos e ainda se lembra com muito carinho da moça....

domingo, dezembro 31, 2006

Metalinguagem

Quando fazia pré-vestibular, uma professora de redação, em uma aula sobre crônicas,disse que se tratava de um texto cronológico, com prazo de validade , que só pode ser perfeitamente compreendido quando nos encontramos na época em que o assunto que lhe serve de tema esta em discussão.
Para ser completamente sincera essa definição me incomoda um pouco,discordo em absoluto dessa "burocratização temporal" da crônica. Tenho um gosto muito especial por esse genero, que considero uma das formas que permite mais liberdade ao autor.
Alias, apesar de ser veiculada em jornais, esses sim com prazo de validade, crônica é um texto magico, e sua magia consiste em transformar o aparentemente banal em algo repleto de significados...da ao simples seu momento de estrela...
Como na moça que se enfeita para uma festa, a crônica é a maquiagem, a roupa de gala do cotidiano.Então como se pode chamar de "cronológica" a uma forma de texto que transcende o cotidiano, desloca uma situação de seu sentido literal, apresenta ao leitor uma nova perspectiva, lhe propõem novos pensamentos, questões,o convida a refletir.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Momento propaganda


Informo a todos que finalmente a pessoa que escreve tomou coragem e escreveu um artigo para O Ponto, para quem não sabe esse é o nome do jornal-laboratório da faculdade(para quem não sabe o que é um jornal laboratorio...esqueça...outro dia lhe conto...).
Mas então, é isso mesmo, agora estou a um passo da fama, ou pelo menos a um passo do total desastre, qualquer um dos dois...o fato é que foi preciso muita coragem(sim, estou fazendo meu momento desabafo) e força para vencer meus instintos de ficar sempre no mesmo lugar , tudo isso para escrever um artigo...
Agora falando, ou melhor , escrevendo serio, gostei muito da experiência de escrever para um jornal, ainda mais dos artigos de opinião, adorei o clima da redação (não literalmente já que odeio ar condicionado)...
Parece que descobri que no final das contas vou gostar de ser jornalista...digo isso porque meu plano não era seguir essa carreira(e essa é uma informação super secreta...não pode chegar aos ouvidos da terceira idade da família...), e ate pouco tempo atrás minha frase era "se tudo der errado viro jornalista" .
Esta certo, o cinema ainda é a carreira dos meus sonhos e espero que seja também da minha vida...Mas agora tenho outra possibilidade o que é algo muito positivo
Para quem se interessar em ler o artigo tenho muitos exemplares do jornal comigo...é só pedir

Grande Sabina..

Eu sei...disse que escreveria em português...mas Sabina é Sabina...e uma tradução seria crime... Essa ai do lado é uma pintura de Clotilde Palacios Juarez, o nome: Mi Alma

Incluso en estos tiempos
veloces como un Cadillac sin frenos,
todos los días tienen un minuto
en que cierro los ojos y disfruto
echándote de menos.

Incluso en estos tiempos
en los que soy feliz de otra manera,
todos los días tienen ese instante
en que me jugaría la primavera por tenerte delante.

Incluso en estos tiempos
de volver a reír con los amigos,
todos los días tienen ese rato
en el que respirar es un ingrato deber para conmigo.

Y se iría el dolor mucho más lejos
si no estuvieras dentro de mi alma,
si no te parecieras al fantasma
que vive en los espejos.

Incluso en estos tiempos
triviales como un baile de disfraces,
todos los días tienen unas horas
para gritar al filo de la aurora,
la falta que me haces.
Incluso en estos tiempos de aprender a vivir sin esperarte,
todos los días tengo recaídas y aunque quiera olvidar
no se me olvida que no puedo olvidarte.